Tributo ao Atrevida, de Cris López, apresenta uma cena noturna marcada pelo silêncio e pela introspecção. A embarcação surge solitária sobre as águas calmas, iluminada por tons quentes que contrastam com a vastidão azul do céu e do mar. A lua cheia, suspensa no alto, projeta seu reflexo sobre a superfície da água, criando um eixo de luz que conduz o olhar e reforça a sensação de profundidade.
A composição equilibra solidez e leveza: o barco, firme e presente, dialoga com a fluidez do ambiente ao redor. Mais do que retratar uma paisagem marítima, a obra evoca memória, homenagem e contemplação, convidando o observador a mergulhar em um estado de quietude, onde tempo, água e luz se encontram em harmonia.