Obra Abstrata, de Renato Klein, constrói um campo visual marcado pela coexistência de diferentes ritmos e texturas. A composição se organiza em áreas que se relacionam entre si sem hierarquia fixa, convidando o olhar a percorrer a superfície de forma livre e contínua.
Não há uma imagem reconhecível que conduza a leitura; o sentido surge da interação entre as partes e da experiência sensorial do observador. A obra se revela aos poucos, estimulando uma contemplação mais lenta e atenta.
Ao evitar referências diretas, essa obra propõe um espaço aberto de interpretação, no qual cada observador é convidado a construir sua própria leitura, guiado por sensações, memórias e percepções pessoais.