Nesta obra, Gloria Moura propõe um exercício de equilíbrio e construção. Estudo da Obra Abstrata se apresenta como um espaço onde formas se encontram, se sobrepõem e se reorganizam, criando uma sensação constante de diálogo e tensão. Nada está fixo: o olhar é convidado a percorrer a composição como quem monta e desmonta um raciocínio visual, peça por peça.
A obra não busca representar, mas estruturar. Cada elemento parece ocupar o espaço com intenção, sugerindo um pensamento em processo, um estudo que não se encerra, mas permanece aberto à interpretação. O espectador é levado a observar relações, intervalos e encontros, percebendo como o conjunto se sustenta a partir da convivência entre partes distintas.
Mais do que um exercício formal, Estudo da Obra Abstrata revela um campo de investigação sensível. Gloria Moura convida à contemplação atenta, onde ordem e instabilidade coexistem, e onde a pintura se afirma como um território de construção contínua, capaz de prender o olhar e estimular a permanência diante da obra.