Em “Cruzeiro Europeu”, Rosa Maria utiliza a tapeçaria como linguagem poética para traduzir vivências de viagem e a diversidade cultural observada em diferentes paisagens europeias. O entrelaçamento dos fios revela um cuidadoso trabalho artesanal, no qual cor, ritmo e textura se articulam de forma harmoniosa e expressiva.
A composição estabelece um diálogo sensível entre densidade e leveza, conduzindo o olhar do observador por caminhos visuais que evocam movimento, memória e descoberta. Cada elemento da tapeçaria contribui para a construção de uma narrativa sensorial, na qual o tempo do fazer manual se converte em experiência estética.
A obra evidencia a capacidade da artista de transformar o gesto artesanal em expressão artística plena, fazendo da tapeçaria não apenas um suporte, mas um território de emoção, memória e contemplação que ultrapassa os limites físicos da obra.


































































































