Nesta obra, a pintura se constrói a partir de formas orgânicas e cores sobrepostas que sugerem uma paisagem em constante transformação. Tons de verdes, azuis, ocres e amarelos se entrelaçam em pinceladas amplas e fluidas, criando uma composição dinâmica que remete a montanhas, vales e caminhos vistos mais pela sensação do que pela representação literal.
A ausência de contornos rígidos reforça a ideia de movimento e continuidade, fazendo com que o olhar percorra a tela de maneira livre, descobrindo relações entre luz e sombra, profundidade e superfície. Cada camada cromática acrescenta ritmo e densidade à composição, convidando o espectador a uma leitura sensível e intuitiva da obra.
A pintura evoca uma atmosfera contemplativa, onde natureza e emoção se fundem em um mesmo gesto pictórico. É uma obra que valoriza a expressividade da cor e da forma, transformando a paisagem em experiência poética e introspectiva, aberta a múltiplas interpretações e conexões pessoais.