Há obras que não contam uma história , elas acontecem.
Meteorito se impõe como um acontecimento: algo que chega sem aviso, atravessa o espaço e deixa marcas que não se apagam. A pintura carrega a ideia de impacto, de ruptura, de um instante em que tudo muda de estado.
O olhar não encontra um caminho único. Ele se desloca, retorna, se perde e se reencontra, como quem observa vestígios após um evento intenso. Nada se organiza de forma previsível; tudo sugere movimento, passagem e permanência ao mesmo tempo. A obra mantém o espectador em alerta, convidando à atenção contínua e à descoberta lenta.
Mais do que representar um fenômeno, Meteorito propõe uma experiência. É sobre o que atravessa, o que transforma e o que permanece depois do choque. Uma pintura que não se esgota no primeiro olhar e que segue reverberando, mesmo quando já não estamos diante dela.